quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Autor do mês - José Saramago


Biografia

José de Sousa Saramago nasceu em 1922, em Azinhaga, aldeia ao sul de Portugal, numa família de camponeses.
Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou como serralheiro, mecânico, desenhista industrial e gerente de produção numa editora.
Iniciou sua atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado, só voltando a publicar (um livro de poemas) em 1966.
Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no Diário de Lisboa. Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal Diário de Notícias. Acuado pela ditadura de Salazar, a partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.
Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, visto hoje como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois.

 
Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português - o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, nas Ilhas Canárias (Espanha), onde viveu até a morte. Foi ele o primeiro autor de língua portuguesa a receber o Prémio Nobel de Literatura, em 1998.

 
Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Ensaio sobre a Cegueira (1995), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-47).

 
Morreu em 18 de junho de 2010, em Lanzarote, Espanha.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Dia dos Namorados

Inspirem-se no próximo dia dos namorados com estes belos poemas de amor!

Klimt

O teu rosto à minha espera, o teu rosto

a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.

as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.

entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.


hoje compreendo os rios. A idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.

José Luís Peixoto, in “A Casa, A Escuridão”

               



Salvador Dalí


 O TEU RISO

Tira-me o pão, se quiseres,


tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.


A minha luta é dura e regresso


com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos

mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.


À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.


Ri-te da noite,

do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda



SONETO DO CATIVO



Se é sem dúvida Amor esta explosão
de tantas sensações contraditórias;
a sórdida mistura das memórias,
Vik Muniz
tão longe da verdade e da invenção;


o espelho deformante; a profusão
de frases insensatas, incensórias;
a cúmplice partilha nas histórias
do que os outros dirão ou não dirão;


se é sem dúvida Amor a cobardia
de buscar nos lençóis a mais sombria
razão de encantamento e de desprezo;


não há dúvida, Amor, que te não fujo
e que, por ti, tão cego, surdo e sujo,                 
tenho vivido eternamente preso!

David Mourão-Ferreira (1927-1996)








segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Autor do mês- Jorge Amado

Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, no sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.

Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos secundários no Colégio António Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Neste período, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.

Publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou o seu segundo romance, Cacau.

Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935. Militante comunista, foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que fez uma longa viagem pela América Latina. Ao voltar, em 1944, separou-se de Matilde Garcia Rosa.

Em 1945, foi eleito membro da Assembleia Nacional Constituinte, pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade do culto religioso. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.

Em 1947, ano do nascimento de João Jorge, primeiro filho do casal, o PCB foi declarado ilegal e os seus membros perseguidos e presos. Jorge Amado teve que se exilar com a família na França, onde ficou até 1950, quando foi expulso. Em 1949, a sua filha Lila morreu no Rio de Janeiro. Entre 1950 e 1952, viveu na Checoslováquia, onde nasceu a sua filha Paloma.

De volta ao Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, a 6 de abril de 1961, para a cadeira do número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis. Doutor Honoris Causa por diversas universidades, Jorge Amado orgulhava-se do título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.



A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Os seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em Braille e em fitas gravadas para cegos.

Em 1987, foi inaugurada em Salvador, Bahia, no Largo do Pelourinho, a Fundação Casa de Jorge Amado, que abriga e preserva o seu acervo, colocando-o à disposição de pesquisadores. A Fundação desenvolve atividades culturais na Bahia.



Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado, e as suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência, na Rua Alagoinhas, a 10 de agosto, dia em que completaria 89 anos.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Autor do mês de Novembro

Sophia de Mello Breyner Andresen



Sophia de Mello Breyner Andresen é uma das maiores poetisas e contistas portuguesas contemporâneas – um nome que se transformou em sinónimo de Poesia e de musa da própria Poesia.

Nasceu no Porto a 6 de Novembro de 1919, no seio de uma família aristocrática. De origem dinamarquesa por parte do pai, a sua educação decorreu num ambiente católico e culturalmente privilegiado que influenciou a sua personalidade. Aos três anos tem o primeiro contacto com a Poesia, quando uma criada lhe recita A Nau Catrineta, que aprenderia de cor; o seu avô ensinou-a a recitar Homero, Camões e Antero de Quental. Aos doze anos escreve os primeiros poemas. Frequenta o Colégio do Sagrado Coração de Maria, no Porto, até aos dezassete anos.

Em 1936 vem viver para Lisboa onde o seu fascínio pela cultura grega a leva a estudar Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade. Aqui inicia uma importante actividade de intervenção cívica e de oposição ao regime de Salazar, tendo sido dirigente de movimentos universitários católicos.


Em 1944 publica o primeiro livro Poesia, uma edição de autor de 300 exemplares, paga pelo pai, que sairia em Coimbra por diligência do amigo Fernando Vale. Esta obra integra alguns poemas escritos com apenas catorze anos e marca o início de um fulgurante percurso poético.

Em 1946 casa-se com o advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares com quem tem cinco filhos. Continua uma intervenção política empenhada e a sua Poesia ergue-se como voz da liberdade face ao regime, principalmente em Livro Sexto (Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores). Foi sócia fundadora da “Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos”. Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, foi deputada à Assembleia Constituinte.

O ambiente da sua infância reflecte-se em imagens presentes na sua obra, sobretudo nos livros para crianças. Os verões passados na praia da Granja e os jardins da cada da família ressurgem em evocações do mar ou de espaços de paz e amplitude. A civilização grega é igualmente uma presença recorrente nos versos de Sophia, através da sua crença profunda na união entre os deuses e a natureza, tal como outra dimensão da religiosidade, provinda da tradição bíblica e cristã.

A sua actividade literária e política pautou-se sempre pelas ideias de justiça, liberdade e integridade moral. A depuração, o equilíbrio e a limpidez da linguagem poética, a presença constante da natureza, a atenção permanente aos problemas e à fragilidade da vida humana são características marcantes da sua Poesia.

Luz, verticalidade e magia são presença constante, não só na obra poética, mas também nos contos para crianças que, inicialmente destinados aos seus cinco filhos, rapidamente se transformaram em clássicos da literatura infantil portuguesa, marcando sucessivas gerações de leitores com títulos como O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, A Menina do Mar, Noite de Natal ou A Floresta. É ainda autora dos ensaios Cecília Meireles, Poesia e Realidade e O Nu na Antiguidade Clássica, bem como dos escritos para teatro e O Bojador e O Colar, para além de trabalhos de tradução de Dante, Shakespeare e Eurípedes.

O seu valor, como poetisa e figura da cultura portuguesa, foi reconhecido através da atribuição do Prémio Camões em 1999. Faleceu em Lisboa a 2 de Julho de 2004.

 

Bibliografia

Poesia

• Poesia, 1944
• Dia do Mar, 1947
• Coral, 1950
• No Tempo Dividido, 1954
• Mar Novo, 1958
• O Cristo Cigano, 1961
• Livro Sexto, 1962
• Geografia, 1967
• Grades, 1970
• 11 Poemas, 1971
• Dual, 1972
• O Nome das Coisas, 1977
• Navegações, 1983
• Ilhas, 1989
• Musa, 1994
• Signo, 1994
• O Búzio de Cós e Outros Poemas, 1997

 

Contos

• Contos Exemplares, 1962 *
• Histórias da Terra e do Mar, 1984 *

Literatura Infantil

• A Menina do Mar, 1958
• A Fada Oriana, 1958 *
• Noite de Natal, 1959
• O Cavaleiro da Dinamarca, 1964 *
• Os Três Reis do Oriente, 1964
• O Rapaz de Bronze, 1965 *
• A Floresta, 1968 *
• A Árvore, 1985 *

Ensaio

• Cecília Meireles, 1958
• Poesia e Realidade, 1960
• O Nu na Antiguidade Clássica, 1975

Tradução

• A Anunciação de Maria (Paul Claudel)
• O Purgatório (Dante)
• Hamlet (William Shakespeare)
• Muito Barulho por Nada (William Shakespeare)
• Medeia (Eurípedes)
*Estas obras estão disponíveis na Biblioteca da nossa Escola!
Boas Leituras!!!





















quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Autor do mês de Outubro

Eça de Queirós
 

José Maria Eça de Queirós nasce a 25 de Novembro de 1845 na Póvoa do Varzim e vem a falecer em Paris no dia 16 de Agosto de 1900. Filho de José Maria Teixeira de Queirós, juiz do Supremo Tribunal de Justiça de Lisboa, e de sua mulher, Dona Carolina de Eça, nos primeiros anos de vida é entregue aos cuidados da ama e da avó, na “Casa Verdemilho”, em Aveiro.


Estuda como aluno interno no Colégio da Lapa, na cidade do Porto, até aos dezasseis anos; ruma depois à cidade de Coimbra, onde conclui o curso de Direito em 1866. É na Coimbra romântica e boémia dos anos 60 que se torna amigo de Antero de Quental, figura incontornável na influência que recebe de algumas correntes estéticas e ideológicas que se projectam na vida literária: realismo e naturalismo.

Trabalha como jornalista em Leiria, mas não tarda a mudar-se para Lisboa onde residia seu pai. Em 1867 estabelece-se como advogado nesta cidade, profissão que abandona pouco depois, por não lhe parecer que pudesse alcançar um futuro lisonjeiro.

Em Lisboa e em Évora consolida a sua experiência jornalística n’O Distrito de Évora e na Gazeta de Portugal, onde colabora com folhetins postumamente editados em livro, em 1903, com o título Prosas Bárbaras. A invenção da figura de Carlos Fradique Mendes, bem como a composição d’O Mistério da Estrada de Sintra (publicado em cartas, em 1870, no Diário de Notícias, de parceria com Ramalho Ortigão) prolongam o tom e a temática romântica que caracterizam a obra literária deste tempo. São As Conferências do Casino (1871) e As Farpas (1872) que representam, na vida literária de Eça de Queiroz e da sua geração, um momento decisivo de abertura a novos rumos estéticos e ideológicos, marcado pela análise e crítica da vida pública.

Decidindo-se pela carreira diplomática, vai a concurso a 21 de Julho de 1870 e obtém o primeiro lugar. Em 1872 é nomeado cônsul geral de Havana, Cuba, para onde parte, deixando o país. Em 1874 é transferido para Newcastle e em 1876 ocupa o cargo em Bristol, Inglaterra. Finalmente, em 1888 parte para Paris, onde virá a falecer. Este afastamento de Portugal não o impede de continuar a descrição e a análise críticas da vida pública portuguesa, o que marca profundamente a sua obra. Os anos 70 e 80 são muito produtivos em termos literários, consagrando Eça grande parte do seu tempo à escrita, publicação e revisão de romances de índole realista e naturalista: O Crime do Padre Amaro (com três versões em 1875, 1876 e 1880), O Primo Basílio (1878), A Relíquia (1887) e Os Maias (1888).


Já no fim da sua carreira, Eça privilegia áreas temáticas e opções narrativas nalguns casos claramente afastadas das exigências do realismo e do naturalismo: a novela Mandarim (1880) é um primeiro passo nesse sentido, tal como o serão depois em registos peculiares A Correspondência de Fradique Mendes (1900), A Ilustre Casa de Ramires (1900) e A Cidade e as Serras (1901). Por publicar ficam tentativas em estado diverso de elaboração, tais como A Capital, O Conde Abranhos, Alves & Cª e A Tragédia da Rua das Flores.

A produção literária de Eça não se limita ao romance e estende-se também ao conto. Eça colabora ainda em diversas publicações periódicas (Gazeta de Portugal, Revolução de Setembro, Renascença, Diário Ilustrado, Diário de Notícias, Ocidente, Correspondência de Portugal) e nalgumas delas mantém uma regular actividade de cronista, na qual se encontra o observador privilegiado e atento à vida política internacional, à evolução dos costumes, à actividade cultural.



É também por acreditar na capacidade de intervenção destes seus escritos que Eça projecta, funda e dirige a Revista de Portugal (1889-1892), uma das mais cultas e elegantes publicações da sua época.




No seu conjunto, a obra queirosiana exibe muitas formas e temas distintos, pode dizer-se até que em constante mutação, traduzindo não apenas um sentido agudo de insatisfação estética, mas também uma grande capacidade para intuir, e até antecipar, o sentido da evolução literária que no seu tempo Eça testemunhou e viveu.



Como intérprete do realismo e do naturalismo, Eça cultiva um tipo de romance onde marcam presença os espaços representados e as personagens caracterizadas; entre estas encontram-se os tipos socais que remetem para aspectos fundamentais da vida pública portuguesa. À medida que as referências realistas e naturalistas se vão diluindo, é a representação da vida psicológica das suas personagens que começa a estar em destaque; as histórias relatadas diversificam-se e dão lugar a diferentes estratégias narrativas, como o relato biográfico e o testemunho epistolográfico.



Eça morre em Paris, na sua casa de Neully. É um dos mais brilhantes escritores portugueses e um dos mais apreciados. O realismo corrosivo, a arte narrativa e, muito especialmente, a ironia e o humor caricatural tornam a sua obra muito atractiva e, em diversos aspectos, sempre actual.

 
Bibliografia
 
- 1870, De Port-Sainz a Suez

O Mistério da Estrada de Sintra

- 1871, As Farpas

- 1874, Singularidades de Uma Rapariga Loira

- 1875, O Crime do Padre Amaro; A Capital

- 1878, O Primo Basílio

A Tragédia da Rua das Flores

O Conde de Abranhos

- 1880, No Moinho; Um Poeta Lírico

O Mandarim

- 1883, Alves & Cª

- 1885,Outro Amável Milagre

- 1886, Azulejos; O Brasileiro Soares

- 1887, A Relíquia

- 1888, Os Maias

- 1890, Uma Campanha Alegre;

São Cristóvão

- 1892, Civilização

- 1893, Frei Genebro; O Tesouro

- 1894, A Aia

- 1896, O Defunto

- 1897, A Ilustre casa de Ramires

- 1898, O Suave Milagre

A Ilustre Casa de Ramires




Estas obras encontram-se disponíveis na Biblioteca!

Boas Leituras!!! 


terça-feira, 13 de outubro de 2009

De Volta

Olá a todos!
O Blogue da nossa Biblioteca está de volta!
A Equipa da Biblioteca espera a vossa participação activa
 não só no Blogue como na "Folha da Biblioteca".
Todas as Terças-feiras pelas catorze e trinta esperamos por vós!!!...